13 de maio de 2012

Oh, Mother, Se Eu Pudesse...

Oh, mother
Se eu pudesse eu devolveria
O frescor dos teus dias de glória
Como um Deus justo e piedoso

Oh, mother
Se eu pudesse eu te conceberia
Em meio a orgasmos múltiplos
Uma nova vida
Como uma mãe fértil e libidinosa

Mas eu não posso
Oh, mother
Eu não posso
Eu sou apenas um filho
Atado a minha condição
Infértil
Impiedoso
Como uma mãe estéril
Como um Deus que se prega nas religiões.

Anderson Lopes



4 comentários:

  1. Neste dia de palavras em tons pastéis para a entidade mãe, encontrar uma suavidade tão angustiante faz a data fazer mais sentido. Como eu gosto de toda essa sua cinzetude!

    ResponderExcluir
  2. Não gostei do teu poema, é tão ousado que eu não gostei... kkkkkkkkkkkkk, mas não deixa de ser bonito, não deixa de ter toda a movimentação de uma peça agonizante. Mas sou suspeito, até quando não concordo, sou fã do teu blog... haha

    ResponderExcluir
  3. "E eu posso sentir
    o chão caindo sobre minha cabeça".

    ResponderExcluir
  4. -VerMent, chega de tanta "fofurice" no dia da mães, né?

    -Hugo, obrigado pelo comentário ousado e sincero.

    -Herculano, salve James Morrissey!

    ResponderExcluir