27 de junho de 2012

Cida






Anda esquecida
De tão distraída
Erra a medida
Esquece-se da vida
Vai na contramão

Anda combalida
De tão combatida
Não dá a partida
Estaciona a vida
No meio do salão

Amou perdida
Entregou-se enlouquecida
E agora,
Falida
Ferida
Traída
Dança na corda bamba
A dança suicida
De quem quer se encontrar no vão.


[Anderson Lopes]

19 comentários:

  1. Amei este post!!
    Enquanto lia ,ia sentindo que
    era exactamente assim que eu
    estou.
    Esquecida, perdida e tentando
    parar esta dança suicida.

    Você escreve de uma forma tão especial!
    Parabéns

    Beijo:)

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  2. De momento em momento, Cida foi perdendo a vida... lindíssimo poema!

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  3. Show de poema, Anderson! Parabéns!
    A cada vez que venho aqui me surpreendo mais!

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  4. A Cida agora pode ser um anjo?
    Coitada, parece que já sofreu demais.

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  5. Poema imensamente bem construído: intenso, maravilhoso.
    Parabéns pelo dom!

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  6. Hey, gostei daqui. Ótimo poema.
    Construído de forma tão bela.
    Visita-me?
    Abraço (:

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  7. Bonita poesia, conseguiste destacar-te pela diferente com que constróis cada palavra cada pensamento!
    beijinhos da tua nova seguidora que espera que a sigas e que a leias também,
    pensando com arte.

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  8. E quantas Cidas moram dentro de cada um de nós?

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  9. Nunca fiz isso de escrever com outra pessoa. Mas me passa seu e-mail ou facebook para conversarmos melhor? =)

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  10. Oi! Tem um carinho pra você lá no blog, é só clicar na aba "Selinhos". Beijoos (:

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Seu blog
    é desafiador...
    Ja seguindo
    adorarei que conheça o meu So em Palavras...

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  13. Parece até que você escreve para mim... me sentindo em casa... Amei esse blog.

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  14. ela vai dançar sozinha no vão e verá então,luz.

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