14 de agosto de 2012

Antes Areia, Agora Asfalto


Dormi brisa
Acordei furacão
A abalar as estruturas
E a arquitetura da cidade
Com mãos que tudo empurram
Com pés que nada esperam

Dormi calmaria
Acordei tempestade
O céu me obriga a falar
E a minha voz é de trovão
Os meus olhos se fecham como nuvens que se chocam
Ao chorar ,torno-me chuva
E choro
E chovo
Dormi seca
Acordei garoa

Antes areia
Agora asfalto
Dormi Bahia
Acordei São Paulo.

[Anderson Lopes]

23 comentários:

  1. Arrisco-me a dizer que foi um dos poemas mais bonitos que li, aqui no seu blog.
    Tens uma forma muito tua de escrever poesia, que me
    fascina.
    Parabéns e um óptimo dia para você!!


    Abraço:))

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  2. bela troca de palavras aqui no seu blog!

    final muito bom.
    muito bom mesmo.

    seguindo aqui.
    abraço!

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  3. PUTA QUE PARIU!

    Sério,
    esse aí foi com certeza,
    o meu preferido!

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  4. metamorfose sonhada: essencial para não enlouquecer.

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  5. Que palavras fortes, que durmas sempre, se te transformares nesta beldade de paisagem descrita, que durmas sempre*
    Espero pela tua opinião,
    Pensando com Arte.

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  6. Troca de palavras que me tiraram o fôlego e ,
    por outro momento me enxeram os pulmões..do mais pura ar de poesia
    Parabéns.
    Explêndido!!

    http://aspirantesapoetasurbanos.blogspot.com.br/

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  7. cara eu to me sentindo assim mesmo!!!
    grande texto...

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  8. Belo,expressivo e muito bem sacado o poema, parabéns!

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  9. Caro Poeta Anderson, nada como um dia depois do outro com uma boa noite de sono no meio, acontecendo a metamorfose de brisa para furacão...assim é a vida. Somos tempestade de emoções, dúvidas, lutas, partir, transformar..."e choro/ e chovo" (lindo demais, quase eu). Somos frágeis, maleáveis como a areia e sólidos e duros como o asfalto, que trilha caminhos, destinos, quem sabe Bahia, quem sabe São Paulo, quem sabe dentro de mim. Belíssimo poema.
    ps. Meu carinho meu respeito meu abraço.

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  10. Meu amigo, que saudades eu mantive encarcerada em meus olhos deste teu blog... hehe... Nem findei minha monografia, terminei voltando ao meu lar, aos versos. E aqui é como se fosse uma cozinha, venho me abastecer e saio sempre satisfeito, mas com vontade de voltar! Parabéns pelo belo restaurente de palavras! :D Acho que estou melhor que você, fui dormi como SP e acordei como João Pessoa... bem tranquilo. rsrs.. Abraço!

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  11. Acordou com tudo!!

    Passando para uma visitinha!

    Saudações,
    Carla Fernanda

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  12. Cara, beleza esse lance do conflito entre a natureza e as mãos do homem.

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  13. Vim desejar-lhe um feliz final de semana!
    Abraços, meu amigo.

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  14. Acordo São Paulo todos os dias. Mas o céu cinza esta começando a clarear.

    #Chegou mesmo hein! Chegou tanto em São Paulo que ele chegou na sua poesia!

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  15. Perfeito:
    "Dormi brisa
    Acordei furacão"

    Belo.
    Ja te seguindo o aguardo la no meu
    canto em vermelho.
    Bjins entre sonhos e delírios

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  16. Adorei o final, me lembrou uma música do Caetano Veloso. Achei genial.

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  17. poema com cada palavra fisgada, o que torna o sentido tão especial ;)

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  18. Entre brisa e furacão,
    garoa e tempestade,
    Bahia e São Paulo,
    ha sempre uma doce amarga possibilidade.

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  19. Muito bom, Anderson!

    Gostei do jogo com as palavras, com a cena e com os sentimentos, que estão transbordando neste texto...

    []ss

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  20. Nessa de dormir e acordar, podia ter um sol no sonho. Daria para formar um arco-íris.

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  21. quantas vezes se dorme acordado?
    talvez as mesmas vezes que se vive dormindo...

    beijo

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  22. Você com certeza, é um dos melhores...

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