19 de abril de 2012

A Guerra Silenciosa de Um Boêmio

As tuas palavras ficaram em minha cabeça a noite inteira
Nadando em vodka com as minhas idéias
Enquanto tu dormias eu estava aceso
Pegando no tranco cá com os meus botões
Odiando tudo o que sai da sua boca
Fazendo planos para te golpear no instante em que você acordasse
Ensaiei um mau humor e a pior das caras
Decorei todo um texto de ofensas para desfigurar o seu rosto
Para fazê-lo contorcer de surpresa com as minhas palavras inesperadas
Mas logo amanheceu e enquanto você acordava eu pegava no sono...
Vencido pelo cansaço eu te deixei escapar ilesa
De uma guerra silenciosa
Que só existe em minha cabeça.

Anderson lopes

2 comentários:

  1. Ê, Boêmio. Como dialoga assim com a minha alma? Guerras silenciosas. Todos os dias.

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    1. Guerras diárias. Sem vencedores, sem perdedores...

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