1 de outubro de 2012
19 de setembro de 2012
Ser Noturno
Com Imagem de: Ricardo Alves
Visite-o aqui: www.iamfotonico.blogspot.com.br
Meia noite de uma vida inteira sem dormir
A meia luz de uma lua cheia eu reflito
Sobre o que poderiam ter sido os meus dias
Se eu não me esquivasse tanto do sol
Eu não teria essas olheiras de vida mal vivida
Eu teria mais sombra
Para dividir comigo as responsabilidades do corpo...
Meia noite
E as lembranças são seres indesejáveis
Saindo debaixo da cama em que o passado dorme
Para me assombrar
Ah, como é leve o sono do passado
E quanto lixo ele acumula debaixo de sua cama!
Mas os grandes olhos da noite são ternos e consoladores
Imensos olhos vigias de mãe
Que me observam por detrás das cortinas
Olhos que não se fecham enquanto o filho não chega
Enquanto o filho não dorme
Doces e complacentes os olhos da noite!
Confortam-me
Protegem-me
E enfim adormeço...
[Anderson Lopes]
A meia luz de uma lua cheia eu reflito
Sobre o que poderiam ter sido os meus dias
Se eu não me esquivasse tanto do sol
Eu não teria essas olheiras de vida mal vivida
Eu teria mais sombra
Para dividir comigo as responsabilidades do corpo...
Meia noite
E as lembranças são seres indesejáveis
Saindo debaixo da cama em que o passado dorme
Para me assombrar
Ah, como é leve o sono do passado
E quanto lixo ele acumula debaixo de sua cama!
Mas os grandes olhos da noite são ternos e consoladores
Imensos olhos vigias de mãe
Que me observam por detrás das cortinas
Olhos que não se fecham enquanto o filho não chega
Enquanto o filho não dorme
Doces e complacentes os olhos da noite!
Confortam-me
Protegem-me
E enfim adormeço...
[Anderson Lopes]
4 de setembro de 2012
Aos Olhos do Grande Centro
Espreitam-me os olhos da rua
Pupilas dilatadas
Pesa-me o seu olhar
Constrange-me
Mas não me paralisa
E eu sigo
Despido pelo grande centro
Esquinas, avenidas, viadutos me atravessam
Os carros atropelam a visão “feliz de cidade”
E os meus olhos se lançam suicidas do alto dos prédios sem fim
Os arranha-céus sangrando as nuvens
Os Homens Máquinas sem controle
Os Anti Homens Máquinas sem uso
E eu
Compomos a paisagem que dilata os olhos da rua
Mas a minha alma a rua não enxerga
O grande centro não me despe por completo
E eu sigo embalagem
Prejulgado
Mas com a alma intacta...
“E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso...”
[Anderson Lopes]
14 de agosto de 2012
Antes Areia, Agora Asfalto
Dormi brisa
Acordei furacão
A abalar as estruturas
E a arquitetura da cidade
Com mãos que tudo empurram
Com pés que nada esperam
Dormi calmaria
Acordei tempestade
O céu me obriga a falar
E a minha voz é de trovão
Os meus olhos se fecham como nuvens que se chocam
Ao chorar ,torno-me chuva
E choro
E chovo
Dormi seca
Acordei garoa
Antes areia
Agora asfalto
Dormi Bahia
Acordei São Paulo.
[Anderson Lopes]
30 de julho de 2012
Em Terra Firme Me Firmo
Diante do que se foi
Encima do que já não há
Abaixo do inalcançável
Ancoro a tristeza
E as inquietações da vida
Farto do mar e suas ondas
Farto de não ter aonde chegar
Em terra firme caminho
Embora hesitante
Não estou seguro da firmeza desta Terra
É frágil a sua estrutura
E forte são os seus destruidores
Mas não penso em voltar para o mar
E o enjoo das oscilações
Distante da tristeza
E das inquietações da vida
Em nada lembro o Marinheiro que fui
Firmo nesta Terra os meus pés
A fim de que eles criem raízes
E me deem a segurança que eu nunca tive no mar...
Anderson Lopes
Encima do que já não há
Abaixo do inalcançável
Ancoro a tristeza
E as inquietações da vida
Farto do mar e suas ondas
Farto de não ter aonde chegar
Em terra firme caminho
Embora hesitante
Não estou seguro da firmeza desta Terra
É frágil a sua estrutura
E forte são os seus destruidores
Mas não penso em voltar para o mar
E o enjoo das oscilações
Distante da tristeza
E das inquietações da vida
Em nada lembro o Marinheiro que fui
Firmo nesta Terra os meus pés
A fim de que eles criem raízes
E me deem a segurança que eu nunca tive no mar...
Anderson Lopes
18 de julho de 2012
10 de julho de 2012
A Embriaguês Necessária
É fria a manhã de domingo
É tão cedo e os pensamentos vieram sacrificar o meu sono
Como pequenos blocos de gelo caindo sobre o meu corpo descoberto
Não respeitando a rigorosidade do inverno
A embriagues é necessária
Preenche o vazio e me aquece
Embora faça doer a minha cabeça ainda mais
E a dor também é necessária
Ocupado com ela eu até me esqueço de que a alma está ferida
E sangra desde a noite passada
Mas de repente vem à memória o seu rosto em flashbacks torturantes
Sofrer se torna inevitável e eu me afogo no lago escuro das lamentações
Ela estava tão bonita ontem à noite
Como nunca ousou estar para mim
E eu a observava da minha torre de inseguranças, a imaginar o que poderíamos ter sido
Se o amor para ela não fosse tão instável
Ela veio até a mim e me sorriu, livre de qualquer remorso pelo nosso fim
O seu olhar, indiferente a minha saudade, perfurou o meu peito, atingiu a alma
E fez o trem das emoções sair dos trilhos ali mesmo em sua frente.
Eu voltei mais cedo para casa
Com um poço congelado de lágrimas que ainda derrete e compromete a visão
E eu acordei mais cedo e sozinho
O dia será maior e a embriaguês é necessária
Para amortecer o impacto e a agonia dos pensamentos.
Anderson Lopes
27 de junho de 2012
22 de junho de 2012
Vai, Poeta
Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love
There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy...
Põe o teu pé no mundo
Arranque-o deste chão
Sinta a aspereza da estrada
Nenhuma fuga é em vão
Vai, revele ao mundo o teu canto
Largue o braço da solidão
Navegue marinheiro só
Seguindo a rota da intuição
Tire as suas ideias da mala
Jogue ao vento a sua emoção
Voe pequena Fênix
Com as azas da redenção...
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Anderson Lopes
[All You Need is Love é uma canção dos Beatles]

Love, love, love
Love, love, love
There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy...
Põe o teu pé no mundo
Arranque-o deste chão
Sinta a aspereza da estrada
Nenhuma fuga é em vão
Vai, revele ao mundo o teu canto
Largue o braço da solidão
Navegue marinheiro só
Seguindo a rota da intuição
Tire as suas ideias da mala
Jogue ao vento a sua emoção
Voe pequena Fênix
Com as azas da redenção...
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Anderson Lopes
[All You Need is Love é uma canção dos Beatles]

17 de junho de 2012
12 de junho de 2012
7 de junho de 2012
Leite de Rosas (Àquelas Duas)
Amavam-se em segredo
Havia menos amor que medo
Naqueles dois corações indefesos
Amavam-se entre olhares
Acenos de mãos
Palavras subliminares
Amavam-se entre cartas
Letras rabiscadas
Juras desesperadas
Amavam-se às escuras
Amor clandestino
Aos olhos do destino
Quando juntas
Uma na outra
Sem alma e sem roupa
O mundo era só um detalhe
Não havia quem as assustasse
Uma na outra
Sem disfarces
Uma na outra
Boca na boca
Seios
Anseios
Receios
Amor em flor
Leite de rosas
A Lua e a Terra
Velavam por elas
E sem mais aquela
Também se despiam
A Lua e a Terra
Uma na outra
Elas por Elas.
Anderson Lopes
Havia menos amor que medo
Naqueles dois corações indefesos
Amavam-se entre olhares
Acenos de mãos
Palavras subliminares
Amavam-se entre cartas
Letras rabiscadas
Juras desesperadas
Amavam-se às escuras
Amor clandestino
Aos olhos do destino
Quando juntas
Uma na outra
Sem alma e sem roupa
O mundo era só um detalhe
Não havia quem as assustasse
Uma na outra
Sem disfarces
Uma na outra
Boca na boca
Seios
Anseios
Receios
Amor em flor
Leite de rosas
A Lua e a Terra
Velavam por elas
E sem mais aquela
Também se despiam
A Lua e a Terra
Uma na outra
Elas por Elas.
Anderson Lopes
3 de junho de 2012
Crise de Erros
A ansiedade cravou em mim as suas garras
E as minhas noites são dragões
Que eu tenho que enfrentar com armas de um São Jorge covarde
De manhã a cabeça cobra os sonhos que não tive
E dói
Não a dor que encontra alívio no analgésico
São dores de parto
Minhas ideias são filhos que se negam a vir ao mundo.
Também é insuportável
A dor dos pesadelos não abortados
De tarde o corpo pede repouso
Enquanto a rotina castiga
E exige cada vez mais dele
O cansaço não encontra refúgio nem na poesia
Que se fez ausente ao pressentir o meu caos
A poesia exige um lirismo que eu não sou capaz de proporcioná-la
Não neste momento
Em que eu estou à beira de uma crise de erros.
Anderson Lopes
29 de maio de 2012
Você
Ausente toda a força acumulada
Assumo a minha fragilidade
E as olheiras de guerreiro derrotado.
Mais uma dose de whisky e a desordem será completa
Mais uma gota de lágrima
E a alma escorrerá por estes olhos
Exaustos de procurar qualquer brilho de esperança
Que se escape por entre as frestas dos seus olhos
Para mim fechados.
Anderson Lopes
Assumo a minha fragilidade
E as olheiras de guerreiro derrotado.
Mais uma dose de whisky e a desordem será completa
Mais uma gota de lágrima
E a alma escorrerá por estes olhos
Exaustos de procurar qualquer brilho de esperança
Que se escape por entre as frestas dos seus olhos
Para mim fechados.
Anderson Lopes
Pretérito Imperfeito
Gostávamos de doce
E caminhávamos com os pés descalços no chão
Tomávamos toda a água da chuva
Para regar o sol no verão
Contávamos estrelas
E queimávamos os nossos dedos nelas
Matávamos vaga-lumes
E a eles acendíamos velas
Líamos nossos horóscopos nas nuvens
Víamos nossa sorte nas bolhas de Sabão
Entregávamos nossos destinos aos pássaros
Que migravam na troca de estação
Subíamos nas árvores
Alcançávamos o topo do mundo
Não tínhamos medo de cair
Do céu ao chão bastava um pulo
Éramos todos quem podíamos ser
Além de todos que imaginávamos ser um dia
Só não contávamos com a impiedade do tempo
Que um dia nos afastou com a sua mão fria...
Anderson Lopes
21 de maio de 2012
Amor Vazio
Tao atentos
Tão seguros um do outro
Tão alma e tão corpo
Era assim o amor sem tormento
Tão direito
Tão correto os seus gestos
Tão cal e tão concreto
Era assim o amor sem defeitos
Tão sem Não
Tão sem são chão
Um amor só de Sim
Nuvem
Vão...
Tão sem crises
Tão sem crimes
Um amor sem segredos
Nu
Vão...
Anderson Lopes
Assinar:
Postagens (Atom)















































